OS NOSSOS PARABÉNS!

Situada às margens do rio Paraná, na divisa com o Estado de São Paulo, Três Lagoas– terceira cidade mais populosa de Mato Grosso do Sul- completa nesta quinta-feira (15), 102 anos de emancipação político- administrativa.

JPNEWS resolveu contar um pouco desta história através desta página especial preparada para você!

Praças e prédios históricos

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Praça Ramez Tabet

A construção da praça remete a criação de Três Lagoas, quando ocorreu o loteamento da cidade. Em sua origem a praça foi denominada “Praça da Estação”, em 1912, por estar localizada próxima ao perímetro da linha férrea. O nome “Praça da Bandeira” só foi adotado na comemoração do 50° aniversário de Três Lagoas. Depois, passou por reformas, estrutura paisagística e, em 2006, passou a chamar-se Praça Ramez Tebet, em homenagem ao ex-senador.

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Relógio Central

Localizado no cruzamento da avenida Antônio Trajano com a rua Paranaíba, é um dos monumentos arquitetônicos de Três Lagoas mais emblemáticos. Com 10 metros de altura, o monumento fica no centro da cidade. Ele foi construído em 1936 por Bruno Garcia, então prefeito do município e é um dos grandes exemplos de arquitetura Art Deco da cidade. Em 1982, foi tombando como Patrimônio Histórico. Teve a família de Joaquim Silva Torres como mantenedora e, hoje, a comunidade e o poder público são seus fiéis guardiões.

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Correios Central

Prédio histórico dos Correios, onde o atendimento se mantém há quase 60 anos no mesmo local. A agência da estatal está localizada no Centro da cidade e foi inaugurada em 12 de agosto de 1959, com a presença de autoridades locais e da capital do estado.

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Estação Ferroviária

A logística em Três Lagoas teve início em 1912 com a chegada dos trilhos da Noroeste do Brasil. A instalação possibilitou intercâmbio comercial entre Mato Grosso do Sul e São Paulo. Por meio da estrada de ferro, pessoas migraram de outras regiões para trabalhar e investir no município. Foi uma das primeiras estações a serem finalizadas no então estado de Mato Grosso. Faz parte da linha E. F. Itapura-Corumbá, que foi aberta também a partir de 1912.

Apesar disso, por dificuldades técnicas e financeiras, havia cerca de 200 km de trilhos para serem finalizados (trechos Jupiá-Agua Clara e Pedro Celestino-Porto Esperança), fato que ocorreu apenas em outubro de 1914. Quatro anos antes, em 1910, a futura estação foi o estopim para a fundação da cidade de Três Lagoas, que nascia com o trem. Em 1917 a ferrovia é fundida no trecho da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB), que fazia o trecho paulista Bauru-Itapura.

Cerca de três prédios diferentes foram finalizados para esta estação. Anos depois, em 1952, é finalizada a ligação até a cidade de Corumbá, na fronteira com a Bolívia e no ano seguinte é concluído o ramal ferroviário de Ponta Porã. Em 2006 a concessão passou para a empresa América Latino Logística (ALL). Uma variante foi construída para passar fora da cidade, o que retirou os trilhos e os trens, como a estação de dentro da cidade. Ficou pronta em 2014.

Em 2015 foi finalizado o contorno ferroviário que retirou o tráfego de trens da região central da cidade. O primeiro prédio da estação ferroviária foi demolido nos anos sessenta para dar lugar ao atual considerado muito inferior sob o aspecto arquitetônico do anterior. E, atualmente está abandonado sendo ocupado por moradores de rua e usuários de drogas.

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Igreja de Santo Antônio

Foi construída no ano de 1914 pelo coronel Antônio Trajano dos Santos, fundador da cidade e está localizada na avenida que homenageia o seus construtor e fundador da cidade. Santo Antônio era o santo de devoção de Antônio Trajano e se tornou o padroeiro de Três Lagoas. Ainda na década de 1910, foi construída a praça da igreja pela comunidade portuguesa da cidade. O local possui característica clássica, com bancos, jardins e passarelas. Em homenagem ao cinquentenário de Três Lagoas a colônia nipo brasileira construiu a fonte luminosa. A sua concepção foi desenvolvidas nos moldes da arquitetura japonesa.

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Consulado Português

O imóvel de estilo neoclássico está localizado na rua Paranaíba, no centro da cidade. Pertencente a tradicional família da cidade, que aqui chegou nos seus primórdios. A casa que abrigou o Consulado Português” foi a morada de Theotônio Mendes, vice-cônsul de Portugal na década de 1920. A edificação foi tombada como patrimônio histórico em dezembro de 2003. Atualmente o prédio encontra-se em condições precárias, porque poder público municipal apesar de ter tombado o prédio nunca dispendeu recursos financeiros para recuperá-lo, restaurando a sua fachada e nem deu destinação para seu uso.

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Igreja de Nossa Senhora de Fátima

A igreja está localizada no bairro Vila Piloto e foi construída em 1963. Ela integra a arquidiocese salesiana e foi construída juntamente com o desenvolvimento do conjunto habitacional, da antiga Vila Piloto. Após reformas, a igreja teve sua estrutura completamente modificada.

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Avenida Antônio Trajano

Uma das principais avenidas da cidade, que liga bairros à área Central, leva no nome homenagem ao fundador de Três Lagoas: Antônio Trajano. E foi concebida no traçado urbanístico da cidade idealizado pelo engenheiro Oscar Guimarães.

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Igreja Matriz

Igreja Sagrado Coração de Jesus, mais conhecida como Igreja Matriz, é o maior templo católico da cidade. Erguida na primeira metade do século XX, foi reconstruída duas vezes. Sua primeira versão retratava um prédio de pequeno porte e de arquitetura rústica que foi substituída por outro prédio de influências góticas e romanescas. Na década de 1950, foi construída a terceira versão do prédio. No ano de 2001 a igreja passou por uma total descaracterização. Suas torres e ameias foram demolidas e o interior da igreja, totalmente modificado, o que deu ao prédio características que hoje apresenta.

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Oficinas locomotivas da estação

Em 1929, foram construídas algumas oficinas de reparo de locomotivas e vagões da antiga estrada de ferro Noroeste do Brasil (NOB), que utilizava locomotivas conhecidas como Marias Fumaças”, substituídas posteriormente por locomotivas mais possantes movidas a óleo diesel. Com a decadência da ferrovia, as oficinas da NOB foram desativadas e atualmente recuperadas as suas fachadas abriga o Instituto Senai de Inovação- Biomassa (ISI Biomassa) de Três Lagoas construído pela Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul.

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Pátio da Estação Ferroviária

Em uma manhã de 1971, alguns passageiros aguardam o embarque no pátio da estação.

Galeria de Prefeitos

Muitos administradores deram a sua parcela de contribuição para o desenvolvimento de para que Três Lagoas chegasse nos seus 102 anos neste estágio de desenvolvimento industrial. Conheça os nomes daqueles que fizeram parte dessa história.

O primeiro Intendente Geral de Três Lagoas nasceu em 9 de março de 1855 em Orlândia, São Paulo. Existem poucos registros de sua gestão, entretanto, é sempre apontado como um homem dinâmico que chamou atenção do governador do então Estado de Mato Grosso, que lhe nomeou intendente da cidade.

Afonso Garcia Prado

08 de agosto de 1915 a 31 de dezembro de 1920

Vencedor das primeiras eleições realizadas em Três Lagoas, Generoso Alves de Siqueira era considerado um político militante. Sua atuação junto à comunidade é citada em cartas escritas por Afonso Garcia Prado a várias pessoas da cidade. Nelas, seu empenho em causas públicas era reconhecido. Foi vereador de Três Lagoas em 1915 e presidente do Legislativo. Também foi eleito deputado estadual e vice-governador de Mato Grosso. Na época, para cada “presidente de Estado” como eram chamados os governadores, eram eleitos três vices

Generoso Alves de Siqueira

01 de janeiro de 1921 a 31 de dezembro de 1923

Há poucos registros sobre a passagem de João Gonçalves de Oliveira à frente de Três Lagoas. Sabe-se que ele exerceu o cargo em substituição ao intendente Generoso Siqueira. Nascido na cidade paulista de Caçapava, sua ação mais lembrada e, talvez, registrada foi a economia realizada, equilibrando os cofres públicos

João Gonçalves de Oliveira

05 de abril de 1921 a 08 de junho de 1921

Eleito pelo povo, em seus três anos de mandato, ordenou e coordenou a abertura da estrada de rodagem para Sant’Ana do Paranaíba. Mudou-se para Cuiabá, onde foi nomeado prefeito pelo governador Mário Corrêa da Costa. Após exercer o cargo por três anos, assumiu o posto de interventor federal no Estado. No entanto, antes que Três Lagoas pudesse se beneficiar de sua presença no Executivo Estadual, foi retirado do poder por Getúlio Vargas.

Fenelon Müller

Janeiro de 1924 a Dezembro de 1926

O quinto intendente geral chegou à cidade em 1916. Paraibano, Pelópidas Benedicto de Souza Gouveia trabalhava como médico da Sociedade Beneficente dos Empregados da Estrada de Ferro Itapura – Corumbá. Nove anos depois, foi eleito para o cargo de intendente e permaneceu no governo por pouco menos de 60 dias. O nome de Pelópidas foi defendido como um consenso nesse cenário de poucos amigos. Entretanto, aquele que foi eleito para apaziguar, deixou o cargo de maneira insólita. Pelópidas era reconhecido por ser um exímio médico e um poeta de grande sensibilidade, tanto que seu o livro Poesia foi publicado com apresentação manuscrita de Vinícius de Moraes.

Pelópidas Benedicto de Souza

Janeiro de 1927 a Março de 1927

Mineiro nascido em Uberaba, João Miguel foi o primeiro chefe do Executivo de Três Lagoas a investir na melhoria e construção de várias estradas. Entre suas obras está a construção da rodovia que liga Três Lagoas ao Sudoeste Goiano (Jataí-Três Lagoas), além de coordenar as obras na rodovia de Sant’Ana do Paranaíba. Além disso, João Miguel promoveu um limpa nas contas públicas.

João Miguel Speridião

Abril de 1927 a 12 de novembro de 1929

Eleito pelo povo para governar entre os anos de 1930 e 1932, Bruno Garcia foi deposto em outubro, 10 meses depois de assumir o Executivo, em função da revolução de 30, liderada por Getúlio Vargas. Em seu lugar, foi nomeado um intendente revolucionário. Entretanto, assumiu novamente em 1935. Em sua gestão realizou diversos trabalhos, entre eles, a construção do Relógio da Praça, que se tornou símbolo de Três Lagoas. Em 1937, ele trocou sua cadeira na Prefeitura por uma no Legislativo.

Bruno Garcia

Janeiro a 28 de outubro de 1930

Nomeado pelo governador provisório do Mato Grosso, Arthur Antunes Maciel, Benevenuto administrou Três Lagoas por menos de 90 dias. Existem poucos registros de sua gestão, mas sabe-se que era conhecido como Intendente Municipal da Revolução.

Benevuto Garcia Leal

08 de novembro de 1930 a dezembro de 1931

Apesar de ser responsável por governar Três Lagoas em um dos períodos mais conturbados e violentos da história do Brasil – a Revolução Constitucionalista de São Paulo –, existem poucos registros da gestão de Henrique Arduine. Henrique ocupou o cargo durante a ruptura com o governo republicano e pouco se sabe de suas ações como chefe do Executivo.

Henrique Arduine

Dezembro de 1931 a julho de 1932

Gaúcho nascido em Vacaria, Demétrio governou por 30 dias durante a Revolução Constitucionalista de São Paulo.

Demétrio José Ramos

Agosto de 1932

Um dos poucos intendentes nascidos no Estado, em Campo Grande, Braulino governou durante o auge da Revolução Constitucionalista de São Paulo. Faleceu em 6 de outubro de 1932.

Braulino Garcia

Setembro de 1932 a outubro de 1932

Dezessete anos depois de integrar a Primeira Câmara de Vereadores, quando foi eleito presidente por seus colegas, exerceu a função de 1915 a 1923, Antônio de Souza Queiroz assumiu o cargo de chefe do Executivo Municipal. Entre o Legislativo e o Executivo, ocupou vários cargos políticos.

Antônio de Souza Queiroz

Novembro de 1932 a novembro de 1934

Alagoano nascido em Maceió, deixou o cargo após três meses de mandato não oficial. Sem substituto, entregou o cargo a Renato Roberto Carrato, secretário da prefeitura, cargo equivalente ao atual chefe de gabinete.

José Lopes Barbosa

Novembro de 1934 a janeiro de 1935

Assim como seu antecessor, sem substituto definido, Octavio passou seu cargo para o secretário da prefeitura, Eudóxio Garcia Ferreira em setembro de 1935. Sua história talvez seja mais ‘emocionante’ que suas ações, já que, em 1910, Octavio chegou em Três Lagoas como peão de boiadeiro e por aqui decidiu ficar. Foi carteiro, oficial de justiça, delegado, chefe político, entre outras atividades.

Octavio Sigefredo Roriz

20 de janeiro de 1935 a dezembro de 1936

Militar baiano foi nomeado pelo interventor Federal do Estado, o ‘Pereirinha’, como era conhecido, foi responsável pela criação e manutenção do Balneário da Lagoa Maior, com infraestrutura de destaque para a época. O local era um importante ponto de encontro da sociedade de Três Lagoas. Lutou muito pela construção do Grupo Escolar Afonso Pena.

Manoel Pereira da Silva

Abril de 1938 a Julho de 1941

Trazido de Paranaíba pelo governador Olegário de Barros, que o nomeou intendente, foi responsável pela criação de uma das escolas mais tradicionais de Três Lagoas, a Escola Estadual Dom Aquino Corrêa. Além disso, é autor dos projetos que resultaram na criação dos municípios de Água Clara, Cassilândia e Aparecida do Taboado. Foi deputado estadual e federal, líder da bancada da UDN e presidente da Assembleia Legislativa. Dirigiu a Gazeta do Comércio, primeiro jornal de Três Lagoas, criado por Elmano Soares.

Júlio Mário Abott de Castro Pinto

Novembro a dezembro de 1945

Foi advogado, escritor, jornalista, empresário e político e por duas vezes prefeito da cidade de Três Lagoas. Em 1914 foi eleito vereador em Corumbá, onde exerceu a função de vice intendente. Foi eleito, em 1917, deputado estadual e em 1918 foi designado por D. Aquino Corrêa interventor na cidade de Campo Grande , para restabelecer a verdade, porque as facções queque disputaram as eleições não aceitaram os resultados das urnas e instalaram duas prefeituras e duas Câmaras Municipais. Cumprida a missão em 1919, Rosário Congro, então deputado estadual, foi nomeado Fiscal do Governo junto a Feira de Gado de Três Lagoas. Foi nomeado prefeito de Três Lagoas em 10 de julho de 1941. Em outubro de 1945, com o fim do Estado Novo, foi afastado da prefeitura e substituído por Júlio Mário Abbot de Castro Pinto, que administrou o município provisoriamente. Voltou a chefiar o Executivo ao ganhar as eleições diretas em 1946. Construiu o Paço Municipal, inaugurado em 1947, onde funcionou, em seu Salão Nobre, a Câmara Municipal e o Poder Judiciário, que não dispunham de sede própria. Deixou a Assembleia Legislativa de Mato Grosso em 1953 para ocupar o cargo de ministro do Tribunal de Contas de Mato Grosso, cuja instalação por ele foi presidida. Rosário Congro é lembrado como escritor e jornalista. Seus livros o projetaram para a Academia Mato-grossense de Letras, onde ocupou a cadeira nº 16.

Rosário Congro

Julho de 1941 a outubro de 1945, Janeiro de 1946 a novembro de 1947

Militar baiano foi nomeado pelo interventor Federal do Estado, o ‘Pereirinha’, como era conhecido, foi responsável pela criação e manutenção do Balneário da Lagoa Maior, com infraestrutura de destaque para a época. O local era um importante ponto de encontro da sociedade de Três Lagoas. Lutou muito pela construção do Grupo Escolar Afonso Pena.

Miguel Nunes

Fevereiro de 1951 a dezembro de 1954

Totó, como é conhecido, é lembrado por ter instalado o serviço de abastecimento de água em Três Lagoas. Sua luta foi anunciada em sua cerimônia de posse, no dia 1° de dezembro de 1947, ao se dispor a enfrentar o problema do abastecimento de água. Começou o processo fazendo um levantamento das possíveis fontes de água em Três Lagoas. Finalizados os estudos, Totó construiu dois poços semi artesianos. Entretanto, o processo quase foi atropelado por adversidades políticas. Totó ainda investiu na reforma e construção de prédios escolares nas áreas urbana e rural, além dos distritos. Abriu estradas, construiu pontes.

Marcolino Carlos de Souza

Novembro de 1947 a janeiro de 1951

O então presidente do Legislativo, Dulcindo da Costa Dias teve que assumir o Executivo quando Miguel Nunes abriu mão do governo (1951 a janeiro de 1955) por razões pessoais, trinta dias antes de vencer seu mandato.

Dulcindo da Costa Dias

Janeiro de 1955

Mais conhecido como Tati, Ranulpho é lembrado por muitos cidadãos como um excelente prefeito, pelos colegas de trabalho, como um homem dinâmico e pelos amigos, como uma pessoa com a memória privilegiada e de extrema inteligência. Ao deixar o Executivo, elegeu-se deputado estadual entre os anos de 1958 e 1962, quando foi reeleito. Sua bem-sucedida carreira política seria resultado do impacto positivo que sua administração teve para Três Lagoas, quando distribuiu terrenos do município, em 1957, para que as pessoas construíssem suas casas para, então, expedir o título de aforamento em seus favores. Dessa forma, nasceram os bairros Vila Nova e Santa Rita.

Ranulpho Marques Leal

Fevereiro de 1955 a janeiro de 1959

O trabalho realizado por Francisco Leal de Queiroz como prefeito de Três Lagoas o projetou para a vida política no Estado. Antes, em 1954, ele foi eleito deputado estadual de Mato Grosso. Voltou a ocupar o cargo logo depois de deixar o Executivo de Três Lagoas. Foi ainda secretário do Interior e da Justiça de Mato Grosso. Também ocupou os cargos de representante do governo do Estado de Mato Grosso do Sul em Brasília, secretário Estadual de Justiça, Segurança Pública e procurador do Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas de MS.

Francisco Leal de Queiroz

Fevereiro de 1959 a janeiro de 1963

João Dantas Filgueiras sempre foi lembrado como “pai dos pobres”. Esse apelido é, para outros, uma comprovação de sua postura populista e não popular. Por essa característica, foi afastado de seu primeiro governo. Assumiu em fevereiro de 1963 e, 15 meses depois, foi afastado do Executivo após denúncia anônima em que foi apontado como líder esquerdista, poucos meses depois do Golpe Militar, em março de 1964. Na época, uma denúncia anônima era o suficiente para que o possível opositor fosse detido. Seguindo a regra, João Dantas Filgueiras foi preso, porém liberado, já que a denúncia não foi comprovada. Voltou ao Executivo em dezembro de 1964 e terminou o mandato. Sua segunda gestão começou em fevereiro de 1970. João Dantas Filgueiras, agora integrante do Arena, não teve concorrentes. De acordo com os registros históricos, João Dantas Filgueiras garantiu 9.400 votos dos 10.500 eleitores. Faleceu em 10 de julho de 1983.

João Dantas Filgueiras

Fevereiro de 1963 a janeiro de 1967, Fevereiro de 1970 a dezembro de 1972

Patrocínio assumiu o Executivo quando João Dantas foi afastado por uma denúncia não comprovada. Entre seus feitos, está o de ter conseguido mais votos que João Dantas Filgueiras, que concorria ao cargo de prefeito. Na época, o voto ao cargo de vice não era vinculado e Patrocínio acabou sendo mais votado que Filgueiras, candidato a prefeito que foi eleito.

Patrocínio de Souza Marinho

Maio a agosto de 1964

Michel Thomé foi o primeiro político nascido em Três Lagoas a assumir o Executivo. Também foi um dos políticos pioneiros do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) em Mato Grosso do Sul, partido que se opunha à Ditadura Militar que vigorava no país com o Golpe de 1964. Seus constantes investimentos na saúde, esporte e lazer fizeram com que sua gestão fosse considerada administração eficiente. Michel, entretanto, tinha orgulho de duas ações em especial: a Guarda Mirim e a Banda Marcial Cristo Redentor. Faleceu em 16 de julho de 1980.

Michel Thomé

Fevereiro de 1967 a janeiro de 1970

Seus 45 dias de governo foram marcados pela agitação. Na época, Três Lagoas foi considerada área de Segurança Nacional pela Junta Militar. Cidades fronteiriças, portuárias, estâncias hidrominerais, onde foram construídas hidrelétricas e capitais dos estados perderam o direito de escolher seu governante por voto direto. O nome do indicado para ocupar a Prefeitura era aprovado pelo presidente da República e nomeado pelo governador do Estado. Na condição de presidente da Câmara Municipal assumiu o cargo de prefeito, que estava vago..Exerceu a função até ser formalizada a nomeação de Hélio Congro ao cargo.

Irman Ferraz Corrêa

Janeiro de 1973

Primeiro prefeito a ser nomeado em Três Lagoas após o município ter se tornado Área de Segurança Nacional. Criou o Distrito Industrial após período de negociação com a Companhia Enérgica de São Paulo (CESP), que vendeu para o município por um valor simbólico a área de 450 hectares, onde havia sido instalada a Vila Piloto, que abrigou a moradia dos trabalhadores da construção da Usina Hidrelétrica de Jupiá. Sua administração foi marcada por sua luta para instalar o distrito industrial. Sua insistência nesse objetivo foi fundamental para a realização do processo de industrialização que tomou corpo em 1997.

Hélio Congro

01 de fevereiro de 1973 a 02 de maio de 1975

Por sua carreira política de destaque, Ramez Tebet é considerado o mais ilustre filho de Três Lagoas. Nomeado prefeito da cidade, em 1975, construiu a rodoviária municipal e o Ginásio Municipal de Esportes Cacilda Acre Rocha.

Deixou o cargo para disputar a eleição de deputado estadual Constituinte de Mato Grosso do Sul em 1978. Foi nomeado prefeito pelo então governador José Garcia Neto. Tornou-se deputado estadual na primeira legislatura da Assembleia Legislativa do recém-criado Estado de Mato Grosso do Sul. Deixou a AL para disputar o cargo de vice-governador junto com o então candidato a governador Wilson Barbosa Martins (PMDB), cuja chapa foi eleita para governar o Estado na primeira eleição direta em 1982 para os governos estaduais desde a implantação da ditadura militar. Em 14 de março de 1986, quando Wilson se afastou do governo do Estado para concorrer ao Senado Federal, Ramez assumiu o governo de Mato Grosso do Sul. Seu mandato se estendeu até 15 de março de 1987, quando deu a posse ao sucessor Marcelo Miranda (PMDB). Entretanto, sua carreira é lembrada por suas ações no cenário político nacional. Foi Ministro de Estado de Inegração Regional e presidene do Senado Federal. Elegeu-se senador por Mato Grosso de Sul em 1994 e foi reeleito em 2002.

Ramez Tebet

03 de maio de 1975 a 05 de agosto de 1978

Líder no Distrito de Arapuá, o carioca de Petropólis, Altair Cabral Trannin exerceu a função de prefeito por 11 meses. Parte de suas ações beneficiava a área rural e os produtores, tanto que um dos marcos de sua gestão é a escola rural Afonso Francisco Xavier Tranin, em homenagem a seu pai. Foi vereador por três mandados consecutivos e exerceu o cargo de presidente do Legislativo.

Altair Cabral Tranin

05 de agosto de 1978 a 04 de julho de 1979

Advogado e pecuarista, Lúcio Queiroz Moreira foi vereador por dois mandatos em Três Lagoas, sendo eleito presidente da Câmara Municipal. Nesta condição, Lúcio Queirós Moreira assumiu, interinamente, no dia 5 de julho de 1979, o cargo de prefeito de Três Lagoas. Seu nome foi aprovado pelo Presidente da República, João Batista Figueiredo, e sua nomeação assinada pelo governador Marcelo Miranda no dia 12 de setembro de 1979. Sua administração, voltada a “Valorização do Ser Humano”, foi pioneira nas ações direcionadas à qualidade de vida, numa época em que o conceito era praticamente desconhecido. Foi responsável pela criação e instalação da Colônia de Pescadores, da Secretaria Municipal de Saúde e Promoção Social; dos conjunto habitacional Santo André com 168. Em seu governo, instalou os sistemas de Discagem Direta a Distância (DDD) e Discagem Direta Internacional (DDI). Três Lagoas foi a primeira cidade do interior do Estado a ter esse serviço.

Lúcio Queiroz Moreira

05 de julho de 1979 a 06 de outubro de 1982

O prefeito José Lopes é responsável pela pavimentação de todas as ruas dos bairros Interlagos e Nossa Senhora Aparecida. Investiu na urbanização da Lagoa. No caso da pavimentação, havia participação do cidadão que pagava 30% do asfalto em parcelas de 12 ou 24 meses. O momento era de grande crise financeira em todo país. A inflação era crescente e o governo Federal fazia uma série de planos econômicos para conter a inflação. Ele foi responsável também por investimento na área social, com o projeto Clube de Mãe, que investia em cursos profissionalizantes que garantiam a geração de renda. Na Cultura, destaque para a criação da Festa do Folclore, em 1983. Seus investimentos na área garantiram não apenas a evolução e manutenção da festa, mas sua inclusão no calendário oficial de Três Lagoas.

José Lopes

07 de outubro de 1982 a 07 de abril de 1985

Primeiro prefeito eleito por meio de voto popular após a queda da Ditadura Militar, seu mandato durou apenas três anos. Sua gestão foi marcada pelas constantes ações de organização social. Investiu em instituições de apoio à criança e ao adolescente. Antônio João Campos de Carvalho, entretanto, sempre considerou sua principal ação a organização das Associações de Bairro. Graças ao apoio da prefeitura, elas saltaram de quatro para 21.

Antônio João C. de Carvalho

01 de janeiro de 1986 a 31 de dezembro de 1988

Miguel Jorge Tabox investiu em pavimentação, construção de casas populares, iluminação pública ornamental da cidade, mas é lembrado por sua postura populista e pela ousadia em realizar obras com o caixa financeiro da prefeitura debilitado. Foi assassinado nove anos depois do fim de sua gestão, no dia 8 de janeiro de 2001, com cinco tiros. É lembrando como um dos mais populares gestores de Três Lagoas. Gozou do afeto da população, empresta seu nome a uma das obras públicas mais desejadas de Três Lagoas: o balneário municipal.

Miguel Jorge Tabox

01 de janeiro de 1989 a dezembro de 1992

José Pedro Batiston assumiu cadeira na Câmara Municipal em 1979 para concluir o mandato do vereador Lúcio Queiroz Moreira, que renunciou para assumir a Prefeitura Municipal, mas, em abril de 1985, foi nomeado prefeito pelo governador Wilson Martins, que atendeu indicação feita para o cargo pelo Diretório Municipal do PMDB de Três Lagoas. Exerceu o cargo por quase nove meses. Em 1988, elegeu-se vice-prefeito de Miguel Tabox. Dois anos depois, foi eleito deputado estadual. Em 1992, foi eleito prefeito de Três Lagoas. A sua administração foi marcada por muitas dificuldades administrativas e financeiras. A gravidade da situação comprometeu o exercício do seu mandato, culminando com sua renúncia ao cargo. Inicialmente suas ações priorizaram a saúde e a educação. Construiu quatro postos de saúde e quatro escolas.

José Pedro Batiston

08 de abril de 1985 a 31 de dezembro de 1985, Janeiro 1993 a dezembro 1995

Vice-prefeito, assumiu a prefeitura de Três Lagoas quando José Pedro Batiston renunciou ao cargo em dezembro de 1995. Durante sua gestão, implantou a Fundação de Desporto e o primeiro Conselho Municipal de Assistência Social. Investiu de maneira concreta no potencial turístico de Três Lagoas, inserindo a cidade de Três Lagoas no Programa Nacional de Municipalização do Turismo (PNMT). Na época, o município recebeu o selo de Município com Potencial Turístico. Foi responsável pela construção do prédio da biblioteca pública municipal Rosário Congro e instalação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e da escola Funlec.

Darcy da Costa Filho

Dezembro 1995 a dezembro de 1996

Nascido no Líbano em 1945, o médico Issam Fares chegou ao Brasil com três anos de idade. Passou sua infância no Estado de São Paulo e mudou-se para Três Lagoas em 1974, naturalizado brasileiro. Foi eleito prefeito de Três Lagoas em 1996 e reeleito em 2000. Seu primeiro mandato foi centrado no saneamento das dificuldades da administração municipal. Muitos moradores afirmam que o vigor do primeiro mandato não se repetiu no segundo. Foi responsável pelo asfaltamento e prolongamento da avenida Rosário Congro, a partir do Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, até o seu cruzamento com a BR-262, e do prolongamento das vias asfálticas nas avenidas Olyntho Mancini e Ponta Porã e ruas Egídio Thomé e Yamaguti Kankiti. Implantou o segundo Distrito Industrial da Cidade e foi responsável pelo processo de industrialização do município.

Issam Fares

Janeiro de 1997 a dezembro de 2000, Janeiro de 2001 a dezembro de 2004

Simone Nassar Tebet foi a primeira mulher eleita para a Prefeitura de Três Lagoas. Advogada e professora universitária, foi consultora técnica jurídica da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul entre os anos de 1995 e 1997 e diretora técnica legislativa entre 1997 e 2001. Elegeu-se deputada estadual em 2001. Na Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul), foi diretora de Assuntos Municipalistas e integrante do Conselho de Representação do Centro-Oeste na Confederação Nacional dos Municípios (CNM). O desenvolvimento industrial de Três Lagoas é considerado um dos pontos altos da sua administração.
A administração de Simone também foi marcada por grandes obras, como o Crase Coração de Mãe. Ela deixou o cargo em março de 2010, após ser reeleita no ano anterior, para concorrer como vice-governadora na chapa de André Puccinelli. O posto foi assumido pela prefeita Márcia Moura. Em janeiro deste ano, assumiu sua cadeira no Senado Federal.

Simone Tebet

Janeiro de 2005 a dezembro de 2008, Janeiro de 2009 a março de 2010

Graduada em Letras pela UFMS, Márcia Moura foi vereadora por dois mandatos e já chefiou as secretarias de Educação (2006 e 2008) e Desenvolvimento Econômico, na gestão da ex-prefeita Simone Tebet, em que era vice-prefeita. Em 31 de março, assumiu a Prefeitura de Três Lagoas, em substituição à Simone e, em 2012, foi eleita prefeita do município.

Márcia Moura

De 31 de março de 2010 a 31 de dezembro de 2012, De 1 de janeiro de 2012 até 31 de dezembro de 2016

Ângelo Chaves Guerreiro nasceu em Presidente Bernardes (SP) no dia 3 de dezembro de 1968. É divorciado e tem um filho. Ingressou na vida pública em 2004, ano em que foi eleito vereador de Três Lagoas. Em 2008, foi reeleito vereador.

Em 2006, Guerreiro se candidatou a deputado estadual e ficou como suplente. Em 2010, Guerreiro tentou novamente uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, mas não conseguiu se eleger.

Em 2012, Guerreiro concorreu à prefeitura de Três Lagoas pelo PSD e ficou em segundo lugar, com 45,32% dos votos válidos – 28. Pelo PSDB, Guerreiro foi eleito deputado estadual em 2014.

Em 2016, com 28.393 votos, Ângelo Guerreiro foi eleito prefeito de Três Lagoas pelo PSDB. Com 59,06% dos votos válidos, o tucano levou o cargo que era ocupado pela então prefeita por Márcia Moura (PMDB).

Angelo Guerreiro

De 01 de janeiro de 2017 aos dias atuais

102 anos, muitos desafios.

Acelerado ritmo de crescimento populacional e econômico impõe desafios, entenda logo abaixo.

CARACTERÍSTICAS

Com 115 mil habitantes, distribuídos em uma mancha urbana de cerca de cinco mil hectares, Três Lagoas possui caraterísticas físicas importantes.

Essas características, somadas à posição geográfica, no encontro das malhas viárias, fluviais e ferroviárias, bem como ampla oferta de terras, são atrativos para a exploração econômica do município, que atraiu nos últimos anos, investimentos importantes.

PECUÁRIA

A pecuária foi durante longos anos a principal atividade econômica de Três Lagoas, que chegou a ser uma das maiores produtoras de gado de corte no país. Na década de 1990, o município chegou a ter um milhão de cabeça de gado.
Apesar da expansão das florestas, o setor agropecuário em Três Lagoas tem conseguido sobreviver ao avanço do plantio de eucalipto para atendimento da demanda das duas fábricas de celulose instaladas no município. De acordo com dados do IBGE, até dezembro de 2014, o rebanho bovino da cidade era de 616 mil cabeças.

CRESCIMENTO

Em razão do fluxo migratório e de investimentos intensos que o município recebeu nos últimos anos, a cidade apresentou entre 2000 e 2010, uma taxa média anual de crescimento de 2,56%- cerca de duas vezes mais rápido do que a taxa brasileira.

POPULAÇÃO / HABITANTES

Em 10 anos a população cresceu significativamente, segundo estimativas do IBGE.

2007

2012

2017

A Capital Mundial da Celulose

Com uma economia regional baseada na agropecuária, nos anos de 2000, Três Lagoas foi gradativamente se transformando na “Capital Mundial da Celulose”. As duas maiores fábricas de celulose do mundo estão instaladas no município.

Dê o seu parabéns também! #treslagoas102anos

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Textos: Kelly Martins / Ana Christina
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